Cármen Lúcia reconhece crise de confiança no STF e defende correção de erros
Por Henrique
18/04/2026 às 11:42

Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil
A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal, afirmou que o Judiciário brasileiro enfrenta uma grave crise de confiabilidade e que o problema precisa ser reconhecido e enfrentado.
A declaração foi feita durante palestra para estudantes de direito na Fundação Getulio Vargas (FGV), no Rio de Janeiro.
“Crise grave e precisa ser reconhecida”
Segundo a ministra, a falta de confiança da população no sistema de Justiça é um problema sério.
“A crise de confiabilidade é séria, grave e precisa ser reconhecida”, afirmou, destacando que o reconhecimento deve vir não apenas dos magistrados, mas também da sociedade.
STF no centro da crise
Cármen Lúcia admitiu que o problema atinge especialmente o Supremo Tribunal Federal, que tem sido alvo de críticas e questionamentos recentes.
Ela destacou que é necessário compreender as causas da desconfiança e trabalhar para recuperar a credibilidade da instituição.
Erros precisam ser corrigidos
A ministra também reconheceu que há falhas dentro do Judiciário que precisam ser corrigidas.
Segundo ela, existem “equívocos e erros” que devem ser aperfeiçoados para fortalecer o sistema e garantir maior confiança da população.
Crise não é só no Brasil
Outro ponto levantado foi que a perda de confiança nas instituições não é exclusiva do Brasil.
De acordo com a ministra, há um movimento internacional de questionamento do Judiciário, o que torna o desafio ainda maior.
Contexto de tensão institucional
As declarações ocorrem em meio a um momento delicado para o STF, marcado por investigações e disputas políticas, incluindo episódios recentes envolvendo a CPI do Crime Organizado e o caso Banco Master.
O presidente do STF, ministro Edson Fachin, também já reconheceu que a Corte vive uma crise institucional que precisa ser enfrentada.
Defesa do Judiciário
Apesar das críticas, Cármen Lúcia reforçou a importância do Judiciário para a democracia e destacou que o sistema precisa evoluir para manter sua relevância.
Segundo ela, o objetivo é garantir que a Justiça continue sendo um pilar essencial para a proteção dos direitos dos cidadãos.
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