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Bancada de Oposição obstrui sessão por mais de 12 horas contra novos empréstimos de Jerônimo

Bancada de Oposição obstrui sessão por mais de 12 horas contra novos empréstimos de Jerônimo

Por Redação

11/12/2025 às 07:30

Atualizado em 11/12/2025 às 07:53

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Foto: Política Livre

A bancada de oposição na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) obstruiu por mais de 12 horas a sessão iniciada na tarde desta quarta-feira (10) e encerrada na madrugada desta quinta (11) que apreciou dois novos pedidos de empréstimo formulados pelo governador Jerônimo Rodrigues (PT) de aproximadamente R$ 1 bilhão. Esta foi a mais longa interferência da legislatura atual. A posição usou o regimento de maneira cirúrgica, prolongando a sessão até depois das 3 horas da manhã.

Com votos contrários da oposição, foram aprovadas autorizações para o Estado contratar R$ 300 milhões junto à Caixa Econômica Federal e R$ 650 milhões no Banco do Brasil. Com esses projetos de inclusão, o governo Jerônimo já contabiliza 22 propostas de operações de crédito, que totalizam R$ 26 bilhões em quase três anos de gestão — uma média equivalente a R$ 25 milhões solicitados por dia e R$ 1 milhão por hora. 

Ao longo da sessão, o líder da oposição, deputado Tiago Correia (PSDB), e os demais integrantes do bloco fizeram diversos apontamentos que despertam preocupação quanto à falta de transparência na destinação dos recursos, à ausência de informações incluídas sobre quais obras, programas e regiões serão atendidas e a contradição entre o volume bilionário de crédito autorizado e a quantidade de obras paralisadas no Estado, apesar da antecipação de receitas por meio de.

Além dos empréstimos, também foi aprovado, com votos contrários da oposição, o texto que autoriza a Bahia a aderir ao PROPAG, programa do governo federal de refinanciamento de dívidas, o que na prática configura uma nova forma de operação de crédito.

“Ao mesmo tempo em que apresenta propostas de empréstimo, o governo também pede autorização para refinanciar dívidas, mostrando o quanto está individualizado e com dificuldade de honrar os seus compromissos”, salientou Tiago Correia.

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