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Bahia está entre os estados que mais gastam com presos no país, aponta levantamento
Bahia está entre os estados que mais gastam com presos no país, aponta levantamento
Por Henrique Spínola
29/04/2026 às 07:05

Foto: Reprodução / Seap BA
A Bahia aparece entre os estados brasileiros com maior custo médio mensal por pessoa privada de liberdade, segundo levantamento com base em dados da Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen), vinculada ao Ministério da Justiça. Em 2026, o valor médio gasto por preso no estado chegou a R$ 3.449,56 por mês, montante superior a dois salários mínimos e acima da média registrada em diversos estados do país.
Os números ficam ainda mais expressivos no recorte mais recente. Apenas em fevereiro de 2026, o custo por preso na Bahia alcançou R$ 4.403,35, colocando o estado entre os mais caros do Brasil no sistema penitenciário naquele período. O valor supera, por exemplo, os custos médios observados em unidades da federação como São Paulo e Distrito Federal.
Despesas elevadas pressionam orçamento público
Os custos do sistema prisional envolvem despesas com alimentação, saúde, segurança, manutenção das unidades, pessoal, logística operacional e programas de ressocialização. Especialistas apontam que estados com estruturas mais complexas, déficit histórico de vagas e maior pressão sobre o sistema penitenciário tendem a registrar gastos mais elevados por interno.
Na Bahia, o cenário chama atenção pelo volume de recursos destinados à manutenção do sistema carcerário em meio aos desafios de superlotação, necessidade de reforço estrutural e combate à influência de facções criminosas dentro e fora dos presídios.
Sistema prisional baiano enfrenta desafios
O debate sobre os custos ocorre em um momento em que o sistema penitenciário da Bahia também está no centro de investigações e discussões sobre gestão prisional e segurança nas unidades. Casos recentes envolvendo fugas, denúncias de facilitação criminosa e suspeitas de corrupção interna aumentaram a pressão por mudanças estruturais no setor.
Além do custo financeiro, especialistas defendem que a discussão passe também por eficiência do gasto público, ampliação de políticas de ressocialização e investimentos em inteligência penitenciária para reduzir reincidência criminal e o fortalecimento de organizações criminosas no ambiente carcerário.
Debate vai além do valor gasto
Embora o montante gasto por preso seja alto, estudiosos da área de segurança pública ressaltam que a comparação entre estados precisa considerar fatores como capacidade instalada, perfil da população carcerária, infraestrutura das unidades e políticas de reinserção social.
A avaliação é que o desafio não está apenas em quanto se gasta, mas em como os recursos são aplicados para garantir segurança, custódia adequada e resultados efetivos na recuperação de pessoas privadas de liberdade.
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