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Alexandre Padilha diz que está 'à disposição' de Lula para continuar no Ministério da Saúde
Alexandre Padilha diz que está 'à disposição' de Lula para continuar no Ministério da Saúde
Porém, o gestor disse que ainda não conversou com o presidente sobre o cargo. Segundo Padilha, as definições de ministros ocorrerão apenas após o petista estabelecer as prioridades do quarto governo, como a maior participação popular.
Por Redação
30/10/2026 às 15:49

Foto: Rafael Nascimento/Ministério da Saúde
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que está "à disposição" para se manter no cargo no novo governo do presidente Lula, do PT, mas disse que isso ainda não foi conversado. Segundo Padilha, o presidente vai primeiro estruturar a nova forma de governar, como anunciado no discurso da vitória, que vai incluir a maior participação popular, antes de definir os nomes do quarto mandato.
"Nós estamos à disposição do presidente, como sempre tivemos, não fui candidato a deputado federal para continuar à disposição dele. Estou muito grato e orgulhoso do trabalho que nós estamos fazendo no Ministério da Saúde. O presidente vai ter o tempo dele para montar a equipe, ele não precisa ter pressa em relação a isso. Tenho certeza absoluta, do jeito que eu conheço o presidente, ele vai primeiro pensar qual a formatação dessa nova forma de governar, consolidar as prioridades que ele já estabeleceu, para, depois, definir a equipe que vá conduzir, sempre pensando que é um novo governo", declarou.
O ministro também lembrou que após as eleições de 2006, quando Lula foi reeleito presidente pela primeira vez, o novo governo foi montado apenas em março de 2007, depois que o petista estabeleceu as metas e o Novo PAC à época.
As declarações foram dadas em Belo Horizonte nesta sexta-feira. Na ocasião, Alexandre Padilha também comentou o recente anúncio da Anvisa, Agência Nacional de Vigilância Sanitária, de aprovação de cinco novas canetas à base de liraglutida e semaglutida, usadas no tratamento do diabetes e da obesidade.
Sobre essas aprovações, o ministro afirmou que a quebra de patentes das canetas já possibilitou a redução dos preços no país. Ele também ressaltou que a medicação está o na fase de testes no SUS, para alguns grupos, como pacientes na fila de espera por cirurgias bariátricas.
"Com esses novos registros, a gente já derrubou o preço na farmácia. Já reduziu mais de 70% em relação ao preço original, que custava R$ 1.700, R$2.000 reais e está sendo vendido em torno de R$ 200 e R$ 300 a até R$ 400 o produto. A gente quer trazer para o SUS, para aqueles pacientes que tem indicação médica, evidência e tem um benefício não só para o paciente, mas para todo o sistema de saúde. Queremos que seja um direito incorporado no SUS, por isso que a gente já começou a usar no hospital ligado ao Ministério da Saúde, em alguns grupos para ver o impacto disso nesses grupos", disse.
Alexandre Padilha visitou o CT Vacinas da UFMG pela manhã e, na parte da tarde, uma maternidade em Belo Horizonte, que vai se tornar 100% SUS, a partir de novembro, e vai passar a integrar a rede de assistência da capital.
Fonte: CBN
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