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Alexandre de Moraes pede extradição de ex-assessor que está na Itália

Alexandre de Moraes pede extradição de ex-assessor que está na Itália

Por Redação

24/08/2025 às 11:00

Imagem de Alexandre de Moraes pede extradição de ex-assessor que está na Itália

Foto: Reprodução/Instagram @edutagliaferro

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), solicitou a extradição do perito computacional Eduardo Tagliaferro, que atualmente está na Itália. O pedido foi encaminhado ao Ministério da Justiça e, em seguida, ao Itamaraty, responsável por formalizar os trâmites junto às autoridades italianas.

Tagliaferro foi assessor de Moraes no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), onde chefiou a Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação (AEED). Os dois romperam relações após o vazamento de mensagens de auxiliares do ministro, episódio conhecido como “Vaza Toga”. A Polícia Federal (PF) e a Procuradoria-Geral da República (PGR) atribuem ao perito a responsabilidade pela divulgação das conversas.

Na última sexta-feira (22), o procurador-geral da República, Paulo Gonet, apresentou denúncia contra o ex-assessor pelos crimes de violação de sigilo funcional, coação no curso do processo, obstrução de investigação de organização criminosa e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito. Segundo a PGR, os vazamentos tiveram como objetivo fragilizar investigações em andamento no STF e “desestabilizar as instituições republicanas”.

“O vazamento seletivo de informações protegidas por sigilo funcional e constitucional teve o nítido propósito de tentar colocar em dúvida a legitimidade e a lisura de importantes investigações que seguem em curso no Supremo Tribunal Federal, como estratégia para incitar a prática de atos antidemocráticos e tentar desestabilizar as instituições republicanas”, afirmou a denúncia.

A Procuradoria destacou que, no período em que ocorreram os vazamentos, o Supremo apurava casos sensíveis, como a tentativa de golpe de Estado (Pet. 12.100/DF), a divulgação de fake news (Inq. 4.781/DF) e a atuação das chamadas milícias digitais (Inq. 4.784/DF). A PF já havia indiciado Tagliaferro em abril pelos mesmos crimes.

O perito, por sua vez, nega envolvimento nos vazamentos e alega sofrer perseguição política de Moraes. Na Itália, ele se prepara para levar o caso ao Parlamento Europeu, dizendo possuir provas contra o ministro. Segundo Tagliaferro, Moraes “destruiu sua vida”. O ex-assessor conta com o apoio de parlamentares de direita em sua defesa.

 

Informações da Gazeta Brasil

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