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Alcolumbre diz que fim da escala 6x1 pode ser votada antes do desfecho da eleição se Plenário aprovar requerimentos

Alcolumbre diz que fim da escala 6x1 pode ser votada antes do desfecho da eleição se Plenário aprovar requerimentos

Presidente do Senado afirmou que não há nenhum pedido desse tipo na mesa, mas que se algum aparecer, vai submeter ao voto dos senadores.

Por Redação

07/10/2026 às 17:26

Presidente do Senado, Davi Alcolumbre

Foto: Gustavo Moreno/STF

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, disse que a PEC do fim da escala 6x1 pode ser votada em primeiro e segundo turno antes do desfecho das eleições, desde que o Plenário aprove os requerimentos para encurtar a tramitação, o que é chamado de quebra de interstício, que é o tempo previsto pelo regimento do Senado Federal entre uma sessão e outra.

Alcolumbre afirmou hoje (7) que não há nenhum pedido desse tipo na mesa, mas que se algum aparecer, vai submeter este requerimento ao voto dos senadores. O presidente do Senado disse que não é verdadeira a versão de que a proposta não poderia ser votada antes do segundo turno das eleições. Ele diz que fez um acordo com os parlamentares para pautar o tema da PEC após o primeiro turno das eleições e que está cumprindo o acordo de acordo com o regimento do Senado Federal.

"Eles têm que votar, nós precisamos tramitar as matérias, aqueles que votarem sim, votem sim no primeiro turno e no segundo, se houver tempo hábil de nós deliberarmos o segundo turno. Hoje, eu quero dizer para vocês que hoje eu não tenho nenhum requerimento de calendário especial, hoje eu não tenho nenhum requerimento de quebra de interstício, com base no nosso requerimento, dizendo para o presidente do Senado que não querem discutir as outras quatro sessões de discussão da PEC em primeiro turno."

O coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro e senador pelo Rio Grande do Norte, Rogério Marinho, disse mais cedo que a bancada do PL ainda vai definir uma posição sobre a proposta de emenda à Constituição que acaba com a escala de trabalho 6x1.

Ele é autor de um outro texto que foi apelidado de "PEC das horas trabalhadas", que propõe que patrões e empregados façam sozinhos acordos sobre a escala de trabalho. Marinho se reuniu com a bancada do partido mais cedo e declarou que vai fazer o pedido de quebra de interstício e também de adiamento da votação para pautar essa outra proposta.

"A discussão agora é oportunista, não nos negamos a discutir jornada, não nos negamos a discutir esse ou qualquer outro assunto, mas agora claramente o Lula que passou 18 anos no poder está desesperado para encontrar alguma forma de se reconectar com o eleitorado. Então não faz bem ao país se votar um assunto dessa gravidade, dessa importância e com essa repercussão da maneira que está sendo votado. Mas vamos aguardar o processo de discussão e oportunamente vamos nos posicionar."

A proposta sobre o fim da escala 6x1 começou a ser discutida ontem no plenário do Senado, hoje já entrou no segundo dia de discussões, o texto precisa passar por cinco sessões antes de ser votado em primeiro turno.

Se a proposta ainda for aprovada em primeiro turno, ainda precisa passar por mais três sessões antes de ser votada em segundo turno. A base do governo pressiona para que essa segunda votação ocorra antes do dia 25 de outubro, que é o segundo turno das eleições gerais do país, e a oposição tentando adiar essa discussão.

Fonte: CBN

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