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Acho que Lula não deve entrar em campo, diz Jaques Wagner sobre sucessão no Senado
Acho que Lula não deve entrar em campo, diz Jaques Wagner sobre sucessão no Senado
Por Redação
16/10/2024 às 08:00

O líder do governo no Senado, senador Jaques Wagner (PT-BA), defendeu nesta terça-feira (15) que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não “entre em campo” nas articulações para a eleição da presidência da Casa legislativa no próximo ano.
“Neutro ninguém nunca é. Tem uma torcida, mesmo que não entre em campo. Eu acho que o presidente não vai entrar em campo. Acho que querendo ou não é outro Poder”, disse em entrevista a jornalistas.
Na opinião de Jaques Wagner, Lula não deve se envolver diretamente na discussão sobre o sucessor do atual presidente, senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG). O mais cotado para o cargo é o senador Davi Alcolumbre (União-AP), que já comandou a Casa em 2019 e 2020.
“Pode ter simpatia [por algum candidato], mas eu acho difícil que ele [Lula] entre em campo para desfraldar uma bandeira. Eu, se depender do líder do governo, minha opinião é que não faça”, afirmou.
O senador disse que, independentemente de quem for escolhido para o comando do Senado e da Câmara, o governo será obrigado a se relacionar e articular. Para ele, o mais importante para o Executivo é o “pacto” sobre a votação de cada pauta prioritária.
“É outro Poder e eu acho que você tem que se relacionar com quem for escolhido […] Espera-se que quem for escolhido, em qualquer das duas Casas, saiba que um presidente da Câmara ou do Senado não é líder do governo, mas também não deve ser líder da oposição”, declarou.
Bolsa Família
Questionado sobre a possibilidade de o governo conceder o 13° do Bolsa Família, o líder do governo avaliou que a ideia é “meritória”, mas o impacto financeiro dificulta que a medida avance.
Nesta terça-feira, um projeto que cria o abono natalino do programa social estava na pauta da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), mas não foi analisado.
“Eu acho que não dá, sinceramente, a menos que alguém apresente onde é que está a compensação [financeira]. Não falei com o presidente, não, a decisão é dele. Quem arranca os cabelos é o [ministro da Fazenda, Fernando] Haddad”, disse Jaques Wagner.
Informações da CNN / Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado
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