
Foto: GOVBA/Arquivo
O governador Jerônimo Rodrigues (PT) encaminhou à Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) um novo pedido de autorização para contratar empréstimo, desta vez no valor de R$ 720 milhões junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Trata-se da 23ª operação de crédito solicitada durante sua gestão.
O envio da proposta ocorreu horas depois de a oposição encerrar uma obstrução que durou cerca de 12 horas e tentou impedir a votação de dois outros pedidos de empréstimo, que somavam R$ 950 milhões de reais. A sessão começou na tarde de quarta (10) e só terminou às 3h20 da madrugada de quinta-feira (11), após um longo embate entre deputados governistas e oposicionistas no plenário.
Segundo a mensagem enviada pelo Executivo, os recursos pretendidos serão destinados a obras de infraestrutura física nas áreas de educação e saúde, com intervenções previstas em diversos municípios do estado. O governo afirma que o financiamento busca reforçar ações de desenvolvimento social e ampliar a oferta de serviços nessas duas áreas.
O projeto de lei encaminhado à Casa também abre caminho para ajustes orçamentários necessários à execução da operação e autoriza a vinculação de receitas estaduais como contragarantia da União, mecanismo recorrente nos pedidos de crédito enviados pelo Palácio de Ondina à Assembleia.
A exemplo das solicitações anteriores, o governador pediu que a tramitação ocorra em regime de urgência, o que pode gerar novos atritos políticos no Legislativo.
Oposição
Diante da situação, o deputado estadual Sandro Régis (União Brasil), um dos principais nomes da bancada da oposição na ALBA, criticou o novo pedido de financiamento e classificou a iniciativa como um “completo absurdo”. Com a nova proposta, Jerônimo Rodrigues alcança R$ 27 bilhões em empréstimos em 36 meses de mandato.
“Isso dá mais de um milhão pedido por hora, é um completo descontrole e a prova da incompetência do governador. É um governo que vive essencialmente de empréstimos e que está quebrando as finanças da Bahia”, alertou Sandro Régis.
“Ou Jerônimo é muito incompetente ou ele recebeu uma herança maldita de Rui Costa e Jaques Wagner. A verdade é que o PT, depois de 20 anos no poder, deixou o Estado completamente quebrado, recorrendo a operações de crédito em sequência para tentar pagar as contas básicas”, acrescentou o parlamentar baiano.
Em nota encaminhada à Tribuna, o problema, segundo Sandro Régis, vai além do endividamento. “O mais grave é que esse dinheiro não se transforma em obras concretas. O que a Bahia tem hoje é um governador conhecido no interior como o governador da promessa: anuncia, promete, pede empréstimo, mas as obras não saem do papel”, concluiu.
Informações de Mateus Soares/Tribuna
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